No início deste mês, uma NFT do Tarantino, famoso diretor de filmes como Os Oitos Odiados e Kill Bill, foi anunciada no mercado de ativos digitais.
A proposta, feita pelo próprio Quentin Tarantino, envolvia a venda em leilão de sete cenas inéditas de um dos seus maiores sucessos, Pulp Fiction.
Porém, ao invés de receber em dinheiro, o cineasta pediu NFT (token não fundível) em troca.
Para cada token disponibilizado, uma nova cena e outros conteúdos extras seriam mostrados ao vencedor. Além disso, ele teria acesso à documentos, ao roteiro e outras exclusividades importantes para os adoradores de filmes “Tarantianos”.
Os produtos digitais do cineasta são feitos na Secret Network, uma blockchain que leva a privacidade de seus usuários como centro de trabalho.
A Secret Network foi escolhida por Tarantino justamente por tratar NFTs com links secretos, para assim, os detentores terem acesso a conteúdos privados por meio de códigos escondidos nas fontes.
Porém, a NFT do Tarantino deu errado
O leilão para organizar a venda do NFT do Tarantino acabou indo por água abaixo, trazendo à tona casos de processos envolvendo direitos de imagem.
No caso citado, a Miramax, produtora do filme estrelado por Samuel L. Jackson e John Travolta, abriu um processo contra Quentin alegando ter os direitos da produção.
A empresa financiou o filme feito há mais de 20 anos, além disso, ela mesmo realizou a distribuição do longa.
De acordo com a companhia, o leilão, que iria ocorrer no começo do mês de dezembro, infrige o contrato, as marcas registradas e também fere seu direito autoral.
O pedido para a abertura do processo já foi homologado na terça-feira da semana passada (16), no tribunal federal da cidade de Los Angeles (Estados Unidos).
Segundo o levantamento do processo
“o diretor não fez esforços para contatar a Miramax antes de sua campanha de imprensa coordenada, apesar de ter o que provavelmente foram negociações extensas com terceiros para desenvolver e vender os NFTs”.
Outro ponto levantado pelo processo é que o ato pode induzir as pessoas a acreditarem que têm o direito de buscar negócios ou ofertas parecidas, “quando na verdade a Miramax detém os direitos necessários para desenvolver, comercializar e vender NFTs relacionados à sua biblioteca de filmes.”
A resposta de Tarantino
No fim da última semana, o diretor deu seu lado sobre todo esse caso. Segundo seu advogado, os leilões estavam dentro dos direitos de publicação do diretor.
Ainda não há maiores avanços sobre o caso, o que resta e esperar e ver aonde isso vai dar e se de fato vai ocorrer o leilão de NFT do Tarantino.
