Não há avanço sem inclusão e não há inclusão sem a formação de bons líderes que, por meio de suas atitudes serão exemplo para o ambiente de trabalho e para a sociedade.
Quero te mostrar como é o modelo de gestão voltado para a formação de líderes inclusivos e quais características impactam no resultado final da evolução das empresas
O modelo velho de liderança e a nova forma de gerir os colaboradores
Não tem como dizer o contrário, a liderança é a principal ferramenta para a consolidação de um mercado inclusivo e de resultados a longo prazo.
Se você ainda não chegou a essa conclusão, eu vou te explicar sobre uma nova forma de pensar os negócios. Antes, porém, precisamos analisar o modelo antigo de liderança e a evolução dele até a formação do líder atual e a sua posição no mercado empresarial.
Antigamente você tinha, na estrutura da empresa, a figura do chefe. Esse chefe tinha o papel de guiar seus funcionários até o objetivo principal definido na estrutura do negócio. Sem considerar as individualidades de seus subordinados.
Infelizmente, àquela época, os chefes apenas se dirigiam a pessoas específicas, com o ar de autoridade máxima e com a ideia de que ninguém poderia contrariar suas decisões ou escolhas.
A figura desse autoritarismo veio, ao longo dos anos, se diluindo. Pare para pensar: quem quer trabalhar em um local assim? Quem quer participar de uma empresa onde a opinião não é válida e os seus objetivos são completamente desconsiderados?
É por isso que, com a evolução estrutural das empresas, a competitividade do mercado e a facilidade de acesso às novas metodologias mundiais de gestão, essa figura foi dando lugar ao líder atual.
Ele já não trata a pessoa que ocupa um cargo inicial da empresa com desdém. Esse líder é muito mais democrático, participativo, compreensivo, estudioso, comprometido e busca sempre ampliar sua inteligência emocional e cultural para se tornar exemplo.
O objetivo principal é compartilhar as metas, conquistar os resultados como uma equipe e formar outros líderes.
A essa altura você deve estar se perguntando o motivo de eu estar abordando essa temática.
E o motivo é simples, eu quero e preciso que você entenda que para tomar a frente de um negócio você precisa entender sobre gestão de diversidade e inclusão.
O que é a gestão de diversidade?
Aquilo que era encarado como um problema individual no modelo antigo de liderança porque afastava os funcionários do objetivo da empresa, hoje é visto como uma necessidade de qualificação da gestão.
Mas você vai gerir o que?
- Tempo
- Cliente
- Ideias
- Tecnologias
- Mercado
- Talentos
Apesar de o foco desse texto ser a gestão dos talentos da empresa, você não pode desconsiderar os outros pontos que te apresentei aqui.
Até porque, o mercado atual não te permite gerir o tempo sem gerir corretamente as ideias e o mercado. Tudo está intimamente interligado.
Como gerir talentos?
Concorda comigo que é difícil conseguir um equilíbrio completo entre as novas soluções, as demandas dos produtos, a comunicação, o tempo e os perfis comportamentais de todo o público e dos colaboradores da sua empresa?
Foi pensando nisso que a frase, “bons líderes formam bons líderes” foi criada.
O modelo de gestão empresarial da atualidade exige o compartilhamento de liderança e o incentivo ao desenvolvimento de várias características principais dos colaboradores como um todo.
Vou elencar aqui algumas dessas características que considero extremamente importantes:
- Curiosidade – para buscar novas soluções para problemas antigos
- Colaboração- para unir ideias, propósitos e alcançar em conjunto o objetivo principal da empresa;
- Comprometimento- para gerar segurança na equipe;
- Coragem- para desafiar os problemas e transformar o mercado;
- Consciência- pra vivenciar, experimentar e compreender os aspectos internos e externos da empresa, do consumidor e do mercado;
- Cultura- para direcionar o mercado às necessidades de cada indivíduo.
Sem desconsiderar os demais pontos, chamo a sua atenção para esse último termo: cultura.
É a cultura que torna o líder inclusivo
É a junção das ideias e perfis que amplia o alcance do produto. Que identifica o consumidor à marca.
Ou você acha que o ideal de empoderamento das mulheres não foi resultado da visão cultural de uma época?
E quando falamos das leis de inclusão dos deficientes físicos no quadro da pequena, média e grande empresa?
Por fim, e não menos importante, a força da evolução cultural do movimento negro e sua posição de destaque no cenário mundial?
É por isso que o mercado já não é mais o mesmo e, consequentemente, o líder também precisa evoluir.
O líder inclusivo é aquele que trata as pessoas e grupos de forma justa, sem distinção de raça, sexo e classe social. Ele valoriza a singularidade do outro e toma decisões inteligentes aproveitando o pensamento dos grupos que lidera.
O líder inclusivo não é autoritário. Pelo contrário, ele utiliza o ponto forte do seu liderado e o guia para a melhoria dos pontos fracos. O objetivo? Tornar os colaboradores líderes da sua geração e formadores de novos – e bons- líderes.
Dois grandes líderes inclusivos para você se espelhar
Lendo esse texto, parece que essas características e evoluções não são palpáveis a olho nu. Pensando nisso, eu resolvi te mostrar o exemplo de dois grandes líderes inclusivos de destaque mundial, e evidenciar essa realidade. Eles podem ser o ponto de partida para a mudança do seu pensamento.
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Bill Gates
Quem não conhece o bilionário criador da Microsoft? Ele é um exemplo de liderança inclusiva porque colocou sua empresa em uma posição de destaque no cenário mundial apenas através da maneira como conduziu e formou seus liderados.
Gates não se distraiu com o sucesso e nem pisou na ética profissional. Ele lidou com as desigualdades cuidando das pessoas. Seus objetivos estavam sempre crescendo e agregando pessoas a cada nova etapa. Ele valoriza o tempo e sabe como é ser uma boa influencia.
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Barack Obama
Líder negro de maior destaque dos últimos tempos, Obama entrou e saiu da presidência dos Estados Unidos carregando um ideal de liderança inclusiva muito forte.
Com seu trato único e gentil, ele transformou o senso de responsabilidade das pessoas, cultivando e respeitando as diferenças. Com isso, comprovou que a diversidade deve ser vista como uma questão estratégica para o negócio e que os líderes estão em todos os lugares, porque são pessoas que, colocadas nessa posição, se destacam e transformam problemas em oportunidades.
Esses dois são bons perfis para modelar e aprimorar. Os resultados deles falam por si.
O mercado de gamers como destaque na formação de líderes inclusivos
Enfim, depois de conhecer o papel da figura do novo líder de mercado e de entender quais são as principais características para se destacar, eu preciso te falar que o mercados de gamers tem todas as ferramentas para te tornar um líder inclusivo.
Um bom gamer é aquele que propõe soluções diferentes para alcançar um objetivo em comum. Ele sabe o que realmente importa e como conduzir sua equipe ao sucesso. Ele evidencia o potencial de cada um e agrega ao todo, para que a equipe se beneficie.
Isso é inclusão.
Além disso, nosso mercado não distingue homens ou mulheres, brancos ou negos, novos ou velhos. Todo mundo tem espaço.
A visibilidade que o mercado de games tem é uma grande ferramenta para te tornar o líder que o seu bairro precisa, que a sua cidade se orgulhará e que fará a diferença onde estiver.
Pense nisso.


