Desde que a Microsoft comprou a Activision Blizzard, adquirindo também a King, como já comentamos aqui no site, existe uma pergunta pairando no ar: qual será a próxima grande aquisição? Como as outras empresas vão reagir? Qual será a próxima gigante a adentrar o mundo dos games? A Electronic Arts parece estar na mira.
Digo isso porque existem outras empresas, que não estão no mercado de games ainda, pelo menos não diretamente, olhando para este mercado com muito mais atenção.
A estratégia da Microsoft de comprar estúdios de jogos, e com isso, jogos de sucesso já garantidos, acaba se tornando uma ideia interessante para outras empresas.
Estamos falando de gigantes como a Alphabet, empresa responsável pelo Google, a Meta do Facebook, a Apple e a Amazon, que ainda não possuem uma divisão responsável pelo desenvolvimento de games.
Além disso, ainda existe a possibilidade de algum movimento da Electronic Arts, que foi ventilada por fontes internas como uma das empresas se movendo para se adaptar às novas demandas do mercado.
Por que a Electronic Arts é amplamente desejável por qualquer empresa interessada em entrar no ramo de games?
Essa pergunta é relativamente fácil e ao mesmo tempo difícil de responder. Isto porque, assim como no caso da Activision Blizzard, ao adquirir uma empresa, você ganha o controle de todas as propriedades intelectuais sob responsabilidade daquela empresa.
Isso significa que, por exemplo, a Microsoft passou a ter controle sobre Spyro the Dragon e Crash Bandicoot, que fizeram fama e glória dentro do console concorrente, o PlayStation.
Acontece que a Electronic Arts nesse sentido traz franquias muito interessantes, como sua franquia de jogos de esportes como FIFA, Madden NFL e NBA, entre tantos outros, como os jogos da franquia Star Wars.
O mais fascinante sobre esses jogos é que eles são lançados anualmente, com jogadores e times atualizados, mas as diferenças mecânicas nem são tão relevantes, o que facilita a produção do jogo e aumenta as margens de lucro.
Além disso a Electronic Arts possui uma grande quantidade de jogos online com compras inseridas dentro do jogo. A EA chegou enfrentar problemas em diversos países do mundo sua política de lootbox, que é uma forma de renda adicional para qualquer empresa que venha a comprar a Electronic Arts.
A grande questão aqui é, uma empresa que venha tentar comprar a EA, precisa de bolsos bem fundos, porque com certeza ela vai custar mais do que a Activision Blizzard, que estava enfrentando uma crise institucional enorme por causa dos diversos processos por assédio moral e sexual.
O mercado mobile é um alvo importante, e a EA sabe disso
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o mercado mobile é tão lucrativo (e às vezes até mais) do que o mercado, por exemplo de consoles.
Ocorre que, por ter muito mais capacidade de instalação e atender o mercado casual, além da mobilidade e da presença mais constante, os jogos mobile são um mercado que levanta cada vez mais o interesse das empresas no geral.
Tanto que, antes da aquisição da Activision Blizzard, a última grande aquisição foi a da Zynga, uma das grandes desenvolvedoras mobile, que foi adquirida pela desenvolvedora Take 2.
Ou seja, a aquisição de equipes inteiras, especializadas no desenvolvimento aplicativos mobile, além das franquias já consagradas, fazem com que as aquisições sejam um jogo interessante para empresas que desejam um atalho para esses mercados.
Ou seja, pode ser que, ao invés de ser comprada, a EA faça o movimento inverso e compre alguma grande desenvolvedora mobile.