O estúdio baiano Aoca Game Lab é um exemplo raro disso. Além de ser uma iniciativa pública, o projeto fica afastado dos principais polos tecnológicos de games do país – as regiões Sul e Sudeste.
A empresa surgiu como incubadora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Comunidades Virtuais da Uneb, a Universidade do Estado da Bahia.
E a gamificação das narrativas históricas do Nordeste? As ideias vieram de Filipe Pereira, CEO e fundador do estúdio. Formado em História, Filipe teve a oportunidade de criar a empresa em 2016, quando venceu um edital do governo da Bahia a fim de criar um jogo sobre a Guerra de Canudos.
Marcante na história baiana e nordestina, a Guerra de Canudos foi um conflito armado que envolveu o Exército brasileiros e membros da comunidade sócio-religiosa por Antônio Conselheiro em Canudos, interior da Bahia.
E o resultado da ideia de Filipe Pereira? O resultado pode ser visto no game “Arida: Backland`s Awakening”, lançado em 2019 para computador e há duas semanas para Android.
A narrativa do game mistura exploração e sobrevivência, ocorre no final do século 19 e conta a história de Cícera, menina negra que, após a morte do avô, fica sozinha no sertão baiano e resolve ir a Canudos em busca do que restou da família.
E você? Quais ideias acha que deveriam fazer parte dos games para promover a diversidade cultural do Brasil?