Um mercado profundamente impactado pelo distânciamento social, onde eventos de pequeno a grande porte, competitivos, foram meramente reduzidos ao formato digital, quando não cancelados.
Os negócios para jogadores profissionais e empresas associadas tiveram e estão ainda se adaptando ao desafio de crescer sua audiência em meio a pandemia.
Fazendo um recorte aqui especificamente sobre competições profissionais em eSports.
Seguindo um exemplo, as dificuldades e restrições a viagens internacionais forçaram os formatos em Liga, e disputas regionais. Uma hipótese de analisarmos o resultado – e que exista até mesmo uma migração no modelo. Fortalecendo assim campeonatos focados no nível nacional, e não somente global.
A Ubisoft recentemente mesmo cancelou o evento Six Invitational 2021, pois as fronteiras da França, país que sediaria o evento, estariam fechados agora em fevereiro. O Diretor de Esportes e Comunidade da Ubisoft, Marcio Canosa, lamentou o ocorrido compartilhando a notal oficial do Rainbow Six Siege.
Leia também: Free Fire bate recorde de audiência na estreia da LBFF 4
_ EQUIPES E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS
Seguindo alguns passos de associações esportivas tradicionais, porém nem tanto. Cada vez mais as equipes percebem seu poder influenciador e gerador de entretenimento, focando assim também em oferecer ao público uma marca que é também um estilo de vida.
Tornando se assim um astro nos esportes eletrônicos, as equipes aumentam o fluxo de receita e diminuem riscos financeiros.
Organizações conseguem vender seu conteúdo, ganhar com visualizações e maior exposição para potencias patrocinadores investirem em seus jogadores profissionais.
Com esse formato demanda também mais profissionais envolvidos, para administrar, gerenciar e produzir o material, e permite que os jogadores se especializem em sua jogabilidade e em performar durante os streaming com maior foco.
_Enquanto isso as empresas
Também cumprindo seu papel de atrair novas audiências, e diversificando o papel dos games na cultura Pop, desenvolvedoras e publishers lançam diversas ações que vão de lives com famosos a patrocínios de Times do Futebol tradicional.
Algo que pode ser possível de acontecer são os esportes tradicionais serem influenciados pelo universo dos esports – que percebe-se perdendo uma fatia de audiência.
_ PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALAMOS EM MOBILE
Às vezes podem soar como assunto batido, mas não podemos nunca deixar de citar o mobile. O console mobile é praticamente uma extensão do corpo das novas gerações – e apresentam dados reais de ultrapassar, em números, o segmento popularmente conhecido por PC Gamers.
Free Fire e PUBG Mobile hoje superam jogos clássicos e de enorme audiência como CS: GO e Dota 2 – entrando para o hall de 5 principais títulos de esportes eletrônicos.
Assim como a demanda aumenta, o mercado precisa ser responsivo para absorver oportunidades e desafios mobile.
É isso, um resumo de 2021. Cada vez menos TV e mais streamings na Twitch e Youtube – a nova audiência está nos celulares das pessoas. Assim como também o crescente aumento de pro players.
Leia também: PUBG: Competitivo Battle Royale 2021 e prêmio de R$ 2 milhões
Não deixe de acompanhar o conteúdo do Negócios e Games e fique um passo a frente sobre tudo que acontece de relevante no mercado e indústria Gaming. Faça parte do nosso grupo de debates no Telegram, acesse: https://t.me/joinchat/QZUcbRirJGxlRJviT8GmtA.
