O céu é o limite quando o assunto é esports. E é justamente por isso que os jogos online têm se destacado. Ser gamer deixou de ser coisa de criança e passou a atrair olhares e investidores.
Quando eu falo que, hoje em dia, a profissão gamer exige do atleta muito preparo, as pessoas acham que estou mentindo. Ainda há um conceito errôneo daquele cara que não gosta de se enturmar e fica horas a fio na frente do computador. Essa realidade mudou completamente. As ligas de esports estão cada dia mais competitivas e exigem dos jogadores preparo físico e mental.
Os tempos são outros.
Se você não acredita porque eu estou inserido nesse mercado, eu quero te apresentar dados que comprovam que estou certo. No país em que vivemos, o sucesso é definido, muitas vezes, pela rentabilidade financeira que ele dá. É uma conta básica: se movimenta grandes quantias é porque dá certo. Pois bem.
A principal organização brasileira de esports – a Fúria- fechou um contrato no valor de R$ 15 milhões com a FTX, uma empresa global do ramo de criptomoedas.
É, nada mais nada menos que, o maior patrocínio da história dos esportes eletrônicos no Brasil. Para que você tenha noção real da dimensão desse patrocínio, a última empresa com quem a Fúria assinou contrato foi a Mercedes, equipe de destaque na Fórmula 1. E se você acha que parou por aí, se enganou. A Fúria tem contratos com a Red Bull, Santander e Twitch. Ou seja, os esportes eletrônicos estão cada dia mais em evidência no cenário nacional e mundial.
Essas quantias de 8 dígitos atraem novos olhares todos os dias.
Pessoas que jamais pensaram em ver jogos online como investimento, agora fazem fila para fechar patrocínios e acompanhar a modalidade. É por isso que eu falo que os games e os investimentos estão andando lado a lado. E a tendência é que essa parceria perdure por muito e muito tempo, afinal, as ligas nacionais e mundiais estão cada vez mais competitivas e atrativas. Além dos patrocínios em si, os investimentos em qualidade, jogabilidade, sensações ao público e experiências variadas atraem, cada vez mais, novos olhares para esse negócio.
Eu posso te dizer com toda a certeza: nosso cenário nunca esteve em tamanha evidência como agora.
A situação de pandemia acelerou esse processo e hoje, a quantidade de jogadores e profissionais têm aumentado gradativamente. Além disso, os espectadores e entusiastas criam nas empresas, a sensação de que é só o começo. O cálculo é simples:
- Aumento de jogadores e entusiastas
- Horas e horas de transmissão
- Campeonatos mais competitivos e mais atrativos
- Premiações chamativas
- Público jovem e com alta fidelização
- Fácil acesso para interação
Qual empresa ou patrocinador não quer se envolver? Veja, por exemplo, as ligas de futebol. As grandes empresas aparecem por 90 minutos na TV aberta, no máximo duas vezes por semana. O investimento aqui atinge um número de pessoas limitadas. Agora, por outro lado, ao patrocinar um esporte eletrônico, a empresa estará envolvida em competições, campeonatos e transmissões que duram horas e atingem todos os entusiastas que possuem internet. Ou seja, alcança um público maior e mais qualificado.
É o investimento perfeito.
No lado oposto dessa moeda, os investimentos tornam possível a melhoria da estrutura dos campeonatos, das premiações e de toda a experiência vivida. Isso, consequentemente, atrai novos jogadores e torna o esporte eletrônico mais competitivo, elevando o nível daqueles que estão no topo.
Todos ganham.
E você o que acha de tudo isso? Consegue ver nosso esporte sendo a estrela nacional em poucos anos? Porque eu consigo.