O mercado de games no Brasil vive um dos momentos mais robustos da sua história. De acordo com o PGB 2025 (Pesquisa Game Brasil), 82,8% dos brasileiros consomem jogos digitais — o maior índice já registrado.
Mais do que um hobby, o ato de jogar se consolidou como um fenômeno cultural, econômico e social, que redefine a forma como as pessoas se relacionam com tecnologia, mídia e marcas.
Neste artigo, vamos analisar os dados demográficos, o perfil etário e de gênero, as preferências por dispositivos e o comportamento de cada geração dentro do ecossistema gamer brasileiro — revelando as principais tendências e oportunidades de mercado para 2025.
O Brasil é um país de jogadores
Nos últimos anos, o número de jogadores no Brasil cresceu de forma impressionante: de 70,1% em 2023 para 82,8% em 2025.
Essa expansão reflete o avanço da conectividade móvel, a democratização do acesso a smartphones e o amadurecimento do gaming como forma de entretenimento dominante.
Hoje, são mais de 180 milhões de brasileiros que jogam — um número que supera o total de espectadores de streaming e se aproxima da audiência da TV aberta.
Jogos não são mais um passatempo: são um canal de expressão, comunidade e identidade cultural.
Quem é o jogador brasileiro?

O perfil do jogador brasileiro é diverso, inclusivo e multigeracional.
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Gênero: As mulheres seguem como maioria entre os jogadores, consolidando uma virada histórica no mercado.
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Idade: A Geração Z (15 a 29 anos) concentra o público mais ativo, seguida pelos Millennials (30 a 44 anos).
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Geração X (45 a 59 anos) e Baby Boomers (60+) mantêm participação relevante, especialmente em jogos mobile.
Essa diversidade mostra que o gaming deixou de ser “coisa de jovem”: ele é parte integral do cotidiano digital do brasileiro, seja em casa, no transporte ou no trabalho.
Dispositivos: o domínio do mobile
O smartphone é o dispositivo preferido dos jogadores brasileiros, com 55,3% de preferência, seguido pelos consoles (36,7%) e pelos computadores (22,7%).
O mobile se tornou a porta de entrada universal para novos gamers — especialmente entre mulheres e adultos mais velhos.
Além do acesso facilitado, o modelo free-to-play e os jogos sociais reforçam a presença do celular como plataforma central do ecossistema.
Enquanto o PC e o console concentram jogadores mais “hardcore”, o smartphone é onde estão o volume e a diversidade da audiência.
Gerações e comportamento de consumo
O PGB 2025 mostra como cada geração vive o jogo de forma distinta:
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Geração Alpha (0–14 anos): cresce em ambientes híbridos, entre educação e diversão, com destaque para jogos criativos como Roblox e Minecraft.
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Geração Z (15–29 anos): é o público mais engajado e social, que usa os games como espaço de convivência, expressão e status digital.
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Millennials (30–44 anos): jogam para relaxar, valorizando experiências imersivas, histórias envolventes e títulos AAA como GTA e Assassin’s Creed.
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Geração X (45–59 anos): prefere mobile e jogos casuais, como puzzle e cartas.
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Baby Boomers (60+): participam cada vez mais via smartphones, impulsionados pela conveniência e pelo fator social dos jogos.
Essa segmentação por geração é crucial para campanhas e produtos que desejam atingir públicos específicos com linguagem, tom e formato adequados.
As mulheres moldam o futuro do gaming

As mulheres representam mais da metade dos gamers brasileiros, e sua presença se reflete tanto nos hábitos de jogo quanto no consumo de conteúdo.
Elas são protagonistas nos jogos mobile, nos streamings e nas comunidades online, influenciando tendências de moda, lifestyle e comportamento digital.
Essa mudança exige das marcas uma nova postura:
mais representatividade, narrativas inclusivas e campanhas que traduzam o cotidiano real das jogadoras brasileiras — e não apenas o estereótipo tradicional dos games.
Oportunidades para marcas e empresas
Com base nesses dados, três caminhos se destacam para quem deseja investir no setor de games:
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Adotar uma mentalidade mobile-first: o celular é o epicentro da experiência gamer no Brasil.
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Valorizar a diversidade e o comportamento local: entender as diferenças entre gênero, geração e poder aquisitivo é essencial para campanhas eficazes.
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Integrar games à estratégia de marketing: os jogos são plataformas de awareness, engajamento e conversão — seja por meio de collabs com influenciadores, branded content ou ativações dentro de jogos.
Conclusão
O PGB 2025 confirma: o Brasil não é apenas um país que joga — é um país movido por jogos.
De crianças a idosos, de mulheres a homens, o ato de jogar está profundamente conectado à cultura digital nacional.
Para marcas e criadores, entender esse novo cenário é entender o futuro da comunicação.
Quem souber conversar com essa geração de jogadores — de forma autêntica, estratégica e criativa — vai liderar o próximo ciclo da economia da atenção.