Muitas pessoas, de leigos a especialistas, disseram que ninguém superaria a Microsoft quando a venda da Activision Blizzard fosse resolvida, mas sinceramente, as notícias sobre cada vez mais problemas e dificuldades que esse negócio vem trazendo à eles é consideravelmente complicado.
Isso porque existe uma quantidade cada vez maior de problemas para resolver que ela herdou juntamente com a compra da empresa e dos seus jogos.
Junte a isso reações que o mercado (especialmente talentos dentro da empresa) vem oferecendo, talvez esteja fazendo com que alguns especialistas começam a achar que o valor oferecido na negociação foi grande demais para a quantidade de problemas herdados (todo mundo já comprou um carro assim, com muito mais problemas do que o anunciado).
Hoje eu quero falar de mais dois problemas que eles vão ter de assumir, um deles que inclusive está sendo colocado como causado pela própria Microsoft pela antiga diretoria da Activision.
Quais são as novas dificuldades apresentadas?
A primeira está sendo incluída na conta da Microsoft de forma bem injusta, se alguém me perguntar, e a segunda eu acredito que pode ser resolvida rapidamente, a partir do momento que a Microsoft efetivamente assumir os negócios da Activision.
Primeiramente, existe uma quebra da lei da Califórnia, que inclusive eu vou abordar em outro artigo também, pois tem relação direta com mais mulheres em cargos de liderança no mercado de games.
De acordo com a lei da Califórnia, existe um número mínimo de mulheres em cargos de liderança em empresas com mais de 6 pessoas, e esse número não foi respeitado, sendo que haviam apenas duas mulheres.
Dessa forma, essa mudança precisava ser resolvida até o fim de 2021, e o antigo CEO da Activision afirmou que não houveram novas contratações graças às negociações com a Microsoft, embora houvesse muito tempo antes da negociação para que isso tivesse sido resolvido.
Além disso, existe uma dificuldade séria por parte da Activision de manter talentos, isso causado também pela cultura empresarial lamentável que vinha sendo mantida na empresa, que se descobriu era acobertada pelo CEO da empresa, o que gerava a sensação de que ele nunca seria pego, o que acabou acontecendo, de forma desastrosa para a empresa.
O que a Microsoft pode aprender com a Disney?
Um ponto fundamental para a discussão é que, com a aquisição da Activision, a Microsoft ganhou o controle de muitos títulos importantíssimos, como eu já destaquei dentro do primeiro artigo sobre a aquisição.
Acontece que, nesse momento pós grande aquisição, existe uma empresa de entretenimento que eu considero que eles devam se espelhar, quando o assunto é revitalização de IPs: a Disney.
A Disney fez um movimento bem similar ao da Microsoft no começo da década passada, comprando grandes Ips e empresas como a Marvel e a LucasFilms, e trouxe toda uma nova dinâmica para os filmes e séries de ambas as franquias (embora a primeira trilogia de Star Wars na mão da Disney não tenha dado tão certo quanto deveria).
Sem dúvida alguma o valor das Ips trabalhadas por eles, ainda mais na sua potência de transmídia, trouxe uma nova potência e ar para a empresa, que é um dos objetivos da Microsoft também.
Se a Microsoft transformar Diablo, Warcraft, Candy Crush e outros clássicos da Activision como a Disney transformou especialmente a Marvel, vai ficar bem difícil para a Sony concorrer diretamente.