De acordo com um recente levantamento realizado pela eficiente Morgan Stanley, pode haver, em breve, uma influência dos jogos na bolsa de valores, ocasionando, de forma direta, uma nova alta nas ações de moda devido às skins de personagens.
Segundo a pesquisa, marcas como Dior, Tommy Hilfiger e Farfetch (que possuem ações listadas em bolsas europeias) têm cada vez mais ampliado seu comércio para o novo universo online, que vai de jogos NFT (Token Não Fungíveis) até o novo universo recém criado pelo dono do Meta, Mark Zuckerberg.
A criação de lojas digitais e protótipos de roupas para personagens que não existem na vida real, permitem que novas pessoas comecem a utilizar as peças dessas marcas, aumentando assim seu faturamento.
Para comprovar isso, diversas marcas já fizeram parcerias com games, até mesmo no último mês houve um “encontro” do Free Fire com desfiles de moda, quando skins do famoso game de celular viraram roupas de grife usadas por modelos no São Paulo Fashion Week 2021.
Com isso, pode-se imaginar que em breve uma alta nas ações de moda seja notada na Bolsa de Valores, já que o meio está se tornando mais virtual e ganhando cada vez mais força no mercado online.
Um exemplo disso são as ações da Kering (KER), que demonstraram crescimento de 20% no acumulado de janeiro até o momento na Bolsa de Valores da Europa. De acordo com os analistas do mercado, isso não deve mudar no próximo ano.
Essa alta se deve graças a campanhas feitas relacionadas a negociações com NFT (Token Não Fungível), que vem tomando cada vez mais espaço no mercado.
Influência dos jogos na Bolsa de Valores – empresas já entraram no universo digital
Ainda se tratando dos jogos na Bolsa de Valores, outros exemplos de empresas de moda que participaram de produtos digitais podem ser encontrados facilmente no mercado.
Um recente caso foi a participação da Balenciaga no game Fortnite, onde a parceria trouxe uma loja oficial da marca para dentro do jogo, além de desfiles e mudanças visuais nas Cabines de Troca de Roupa.
Outro evento do tipo aconteceu em dezembro de 2019, quando a grande marca Louis Vuitton entrou em contato e fechou parceria com um dos jogos mais famosos do mundo, League of Legends.
O projeto concedeu a criação de roupas físicas e virtuais, porém o foco foi as mudanças visuais atribuídas às personagens femininas, especialmente a Qiyana.
A coleção de roupas físicas da parceria do LOL acabou repercutindo bastante na comunidade gamer por causa dos preços, que variavam entre US$6 mil e US$10 mil cada conjunto.
A moda nos games representando algo a mais
Vale ainda dizer que a moda não serve só para jogos online como os citados anteriormente, na verdade, as roupas dos seus personagens representam muito mais do que uma simples skin, e isso também leva a um impacto no setor.
Em The sims, por exemplo, a moda serve para definir gostos e te colocar em um padrão social dentro do jogo. Já no recente CyberPunk 2077, a moda é usada como elemento narrativo, aumentando a imersão dentro do jogo e dando detalhes específicos sobre cada gangue.
Além disso, o já citado Metaverso pode garantir uma nova forma de categoria social dentro dos games, levando o sentido de moda a outro patamar no qual ainda não vimos dentro dos jogos.
Com ele, será possível criar não só estilos únicos, como também roupas que diferem classes de personalidades em um jogo online, abrindo portas para novas parcerias entre o mundo real e o virtual.